Capas Filmes3

Obra-prima. E podia acabar aqui este texto sobre “Black Swan”. Darren Aronofsky é um realizador do catano. Podia-me armar ao pingarelho e dissertar sobre os movimentos de câmera que seguem quase sempre de perto a protagonista, no uso do preto e branco (realçando a luta interior entre o bem e o mal ou o cisne branco e o cisne negro) só “manchados” pelo vermelho vivo do sangue, mas prefiro realçar a magnífica interpretação de Natalie Portman, muito mais magra (efeitos do intenso treino a que se submeteu para este filme), que consegue levar-nos nesta viagem através dos custos da obsessão pela perfeição. A interpretação de Barbara Hershey, no papel de uma controladora mãe que projecta na filha tudo o que não conseguiu para si mesma, é absolutamente brilhante. Vincent Cassel é excelente no papel de encenador e Mila Kunis prova que é mais que uma cara bonita. “Black Swan” é belo e assustador e em comparação com “The Social Network”, grande favorito à conquista da estatueta de melhor filme, ganha e por goleada.

A tão badalada cena lésbica entre Portman e Kunis, faz todo o sentido no filme e é magnificamente filmada e interpretada. O resto é polémica que até ajuda a “vender” o filme…

Obrigatório ver. Um filmaço! 9/10.

Woody Allen. Quem não gosta dos filmes do homem? Se não gostam é problema vosso. O que dizer deste “You Will Meet a Tall Dark Stranger”? É Allen no seu melhor. Casais que se separam, casais que se apaixonam, casais que traem, sofrem, riem. É Allen a retratar pessoas, como eu e vocês, com todos os seus defeitos e virtudes, é uma tragicomédia como a vida, a nossa. Allen repete quase sempre a fórmula, mas de alguma maneira os filmes dele nunca se repetem. E o elenco? Gemma Jones, Anthony Hopkins, Naomi Watts, Josh Brolin, Freida Pinto, Antonio Banderas. Um luxo. Só falta algo que sempre adorei nos seus filmes: a cidade de Nova Iorque.

Não é o melhor filme de Allen, seguramente, mas para quem gosta da obra deste senhor será sempre um filme obrigatório de ver. 7/10




Capas Filmes2

The King’s Speech”, o filme de Tom Hooper é o campeão de nomeações e na minha reles opinião as de Colin Firth e Geoffrey Rush são bem merecidas. Rush, não precisava de provar nada neste filme porque todos sabemos que é um enorme actor.

A história verdadeira do rei que tem de conviver com um problema de gaguez e a relação que constrói com o seu terapeuta da fala resulta num belíssimo momento de cinema. A caminhada que os dois encetam para o monarca falar às massas tem como momento alto quando o terapeuta (Rush) age como um maestro e “dirige” o rei (Firth) num directo radiofónico. Brilhante! Um filme que através de um argumento bem estruturado consegue caracterizar o inicio de uma época conturbada da história mundial. Não deixem de ver um dos melhores filmes do ano. 8/10

The Social Network” não é o melhor filme do ano. Decerto muitos irão discordar de mim, é algo que não me importa muito. Sou um apreciador de cinema, um mero espectador sem a veleidade de escrever críticas a filmes. Estas “coisas” que vou escrevendo é unicamente a minha opinião sobre o que vou vendo. O filme de David Fincher é muito bom, disso não restam dúvidas. A realização é óptima, conseguindo imprimir ritmo até nas cenas em que só há texto para debitar. As interpretações estão acima da média (se excluirmos Justin Timberlake como criador do Napster.) e o filme consegue o objectivo de se centrar mais nas relações e sentimentos entre os protagonistas passando a mensagem que algo brilhante e brutalmente rentável como o Facebook pode nascer de algo tão banal como classificar miúdas giras e ser desenvolvido à custa de traições, inveja e egos enormes.

Chamo a atenção para um pormenor: Os gémeos Cameron e Tyler Winklevoss são interpretados pelo mesmo actor, Armie Hammer. Tecnicamente de forma tão perfeita que é praticamente impossível notar algo quando os gémeos (e é quase sempre) contracenam nas mesmas cenas. Brilhante!

Filme muito bom. Melhor filme do ano? Não. 7,5/10




Capas Filmes1


Rabbit Hole” não é um “feel good movie”, muito longe disso. O que me fez ver este filme foram as notícias de uma interpretação de Nicole Kidman em que ela abandonava o registo esfíngico de diva. Não sou admirador da actriz (ainda menos agora em estilo lábios-botox-actriz porno), mas reconheço que a nomeação para o Óscar até faz algum sentido, embora não a veja a agradecer de estatueta na mão. Aaron Eckhart aguenta-se muito bem, num filme que nos faz pensar como sobreviveríamos a uma “chapadona no trombil”, daquelas que a vida nos dá quando parece que tudo é quase perfeito. A ver. 7/10.

The Kids Are All Right” é engraçado, divertido, sexy, actual e inteligente. É? Sim, confirmo. Vê-se muito bem e a interpretação de Julianne Moore é excelente (se não fosse é que eu estranhava) e ofusca Annete Benning, ela sim, nomeada para o Óscar. Coisas… Mais um filme que aborda a  muito actual relação/casamento gay e como a família como sempre a conhecemos está a mudar e pode resultar. 7/10.

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The American” é para ver. Boa história. Bem filmado. Cloney sempre em grande estilo e Violante Placido a deixar-nos sem fôlego. Não esperem finais felizes… 6/10

Eat Pray Love” rendeu uns milhões à autora do livro. Não consigo achar graça à Julia Roberts e tenho pena do Bardem andar ali metido. O filme vale pelo segmento "Eat" que decorre na maravilhosa cidade de Roma. O resto? Booring... 3/10

Gostei de “The Town”. Excelente elenco e bom argumento. É assim uma espécie de “Heat“ misturado com “The Departed” – dois grandes, enormes filmes – e prova que Ben Affleck é muito melhor realizador que actor. 7/10

São claustrofóbicos? Têm medo do escuro? E de cobras? Então não vejam “Buried”. Ryan Reynolds safa-se bem durante os 95 min que dura a “tortura”. Boa surpresa. 6/10


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Sabia pouco sobre “All Good Things”, tinha ouvido elogios à interpretação de Ryan Gosling e desde já confirmo a superior interpretação do rapaz. Excelente. Baseado em factos verídicos é um filme que nos agarra pelos colarinhos e nos obriga a ficar colado ao ecrã. Vale a pena ver, nem que seja só para apreciar a arte de Gosling. Não se deixem enganar pelo título... 6/10

Esperava pouco de “Chloe” (embora realizador e elenco prometessem qualidade) devido ao que tinha lido e ouvido. Talvez por isso fui agradavelmente surpreendido. Longe de ser uma obra prima, vê-se muito bem, para isso contribuindo os bons desempenhos de actores talentosos. Grande carga erótica. 6/10

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