267259Confesso que, como a grande maioria dos adeptos de futebol, desejava a final Man. United-Barcelona. O adepto de futebol sabe que não há justiça no futebol, a justiça do futebol faz-se de golos, os que são validados pela equipa de arbitragem, porque os há que são mas… Não são. A haver justiça neste desporto, o Barcelona tinha ganho por dois ou três golos de diferença a primeira-mão destas meias-finais da Champions. O jogo de ontem seria quase para cumprir calendário. E não teríamos visto um Chelsea personalizado, embora defensivo, não teríamos visto a equipa catalã manipulada pela táctica inteligente de Hiddink que, teve como consequência uma posse de bola esmagadora dos espanhóis, mas um remate à baliza. Um remate à baliza que entrou. O futebol é injusto, mas se olharmos para o conjunto dos dois jogos seremos obrigados a reconhecer que o Barcelona é e foi melhor no conjunto dos dois jogos.

Se olharmos, somente, para o realizado ontem teremos de reconhecer que aconteceu futebol com tudo de bom e mau que isso significa. No bom porque o Chelsea, embora sendo melhor equipa, não ganhou devido a um golo limpo e tardio no único remate à baliza. No mau, e chegamos à questão fulcral que me leva a escrever este post, porque a actuação do senhor Ovrebo adulterou o resultado do jogo de Londres. Pelo menos quatro, sim, quatro grandes penalidades ficaram por marcar contra os catalães. Uma vergonha de actuação, que incluiu também erros contra o Barcelona, quando este norueguês expulsou Abidal sem este, sequer, ter cometido falta.
E isto leva-nos às reacções dos jogadores da equipa londrina. Lampard, Terry, Ballack e sobretudo Drogba - que pouco faltou para bater no árbitro – foram para cima de Ovrebo no final do jogo e todos compreendemos essa reacção, especialmente, a quente. Sinceramente eu faria o mesmo…

O que já não compreendo são as declarações do jogador Bosingwa porque, ele deveria saber que estas coisas acontecem. Falo das más actuações dos árbitros decidirem jogos. Eu, benfiquista, tenho sofrido na pele estas actuações “infelizes”. Invariavelmente, quando me queixo delas, porque elas beneficiam o FC Porto (aqui está a razão de estranhar a reacção de Bosingwa, visto ter sido jogador desta equipa), o que me respondem é que são coisas que acontecem, que a equipa adversária teria era de marcar mais golos, e que é fácil culpar o árbitro para disfarçar más exibições. Para além disso é recorrente a justificação que na europa não poderá haver corrupção e que as vitórias de certas equipas nas competições da UEFA, legitimavam e limpavam as actuações infelizes de árbitros a nível nacional.
Pois bem, querem que acredite que para a UEFA, uma final Man. United-Barcelona era igual à reedição da final do ano passado? Querem, mesmo, que eu acredite que a UEFA não “apostava” no duelo Messi/Ronaldo, aliás, como todos nós? Querem ver que as transmissões televisivas não terão receitas muito superiores com este embate entre os dois clubes que possuem mais adeptos a nível mundial? Querem que eu acredite que o marketing à volta da final não vai alicerçar-se no duelo entre os dois melhores jogadores mundiais do momento? Pois…

Bosingwa aguenta, que eu também já aguentei – e continuo a aguentar – em inúmeras situações. É semana sim, semana sim…

E se o Pl@ka falou...tá falado!

2 Comentários:

Dylan disse...

Se o Bosingwa falou de árbitros comprados lá saberá da experiência que trouxe de Portugal...!
Parece que o Postiga já disse o mesmo.

Nuno M. S. Aleixo disse...

Exacto, caro Dylan. O que Postiga não quis dizer, dizendo assim mesmo, todos nós sabemos...

Bem vindo ao meu estaminé!

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