Eu vi "Cloverfield"!

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Envio-lhe sms: “- Tenho de ir ver o Cloverfield! Quando é queres ir?” Repararam como se convence a nossa cara metade a ir ver o filme que queremos? Portanto, primeiro dizemos o filme que queremos e depois damos-lhe a opção do dia. Importante é serem elas a escolher algo. Resposta: “- Ok. Quando tu quiseres”. Aqui foi uma surpresa, certo? Não, não esperem que ela, a minha ela, seja igual ás outras. Respondo eu: “- E que tal... hoje?”. E fomos! Perguntam vocês: “- O que interessa isto se nós queremos é saber o que achaste do filme?” Não interessa nada, mas sempre comecei este post de maneira diferente. O filme? Bem, “Cloverfield” é bom. Mesmo bom! Sim, eu sei que vocês sabem que eu gosto de filmes de monstros, catástrofes e essas coisas. Gosto e muito. E este filme de J. J. Abrams consegue trazer de volta aquele sabor gostoso dos filmes série B. Filmado com uma câmara home-video, iguais ás que temos em casa consegue exactamente por essa razão mais realismo. Recorre a alguns truques batidos nestes filmes, exemplo disso é a cena passada no metro em que a tão costumeira visão nocturna é ligada. É certo que o estamos fartos de ver em inúmeros filmes, mas aqui resulta na perfeição e numa cena recheada de suspense. “Cloverfield” é também uma história de amor – e aqui está o outro argumento que se usa para a convencer a ir ver o filme –, misturada com “Blair Witch Project” e “Godzilla” com uns pozinhos de “War of the Worlds”. O monstro é fabuloso e conseguimo-lo ver em todo o seu esplendor. Matt Reeves consegue exorcizar alguns fantasmas do 11 de Setembro – algumas cenas fazem-nos relembrar imagens da multidão em fuga e as nuvens de poeira vistas por todos nós nesse dia via TV. Os flashbacks que nos mostram a relação de Rob e da ex-namorada são uma prova da qualidade e imaginação da dupla Reeves/Abrams. Consumi um balde de pipocas enquanto me divertia como um louco. É isso mesmo, “Cloverfield” é daqueles filmes que é para ver a comer pipocas como um alarde. Assim que acabou o filme saiu um moço que vociferava: “- Fraquinho muito fraquinho”. Existem sempre aqueles que se sentem impelidos a dizer mal. Ou isso ou não reconhecem alguma coisa boa, nem que isso lhes fique colado á testa, depois de terem chocado violentamente nela. Naturalmente que se corre o risco de ficar desiludido depois do que se disse e escreveu sobre o filme durante os tempos que antecederam a sua estreia. Eu não fiquei. Para terminar chamo a atenção para alguns pormenores deliciosos e misteriosos deste filme:
O porquê do nome “Cloverfield”? O monstro morreu? De onde veio? O que se vê nos flashbacks do casal que poderá ser importante? O que se ouve quando acabam os créditos finais? Existirão gravações de outros sobreviventes? Sequela á vista? Espero bem que sim...

E se o Pl@ka falou...tá falado!

5 Comentários:

abidos disse...

Gostei bastante, mas das cerca de 20 pessoas que estavam na sala, parece que fui, o único!!!
Normalmente não gosto de filmes com monstros, com algumas obvias excepções como o Aliens, mas este está muito bem conseguido...
O realizador deu a entender nas entrevistas que o monstro é um ET, e que terá chegado à Terra, através de um Meteorito, mas pode ser para 'entreter'!!! esta gente está ligada com o Lost, e portanto gostam de dar falsas pistas, mas vão fazer sequelas, ou prequelas, de certeza...
Das várias situações de 'liberdade criativa' que o filme nos obriga a aceitar, a sobrevivência da 'fita', após um ataque nuclear é a mais puxada, mas por mim tudo bem, senão não tinhamos 'filme'...!!!

moondog disse...

verdade, é mesmo um bom filme.

ao contrario de ti, eu nao sou mesmo nada apreciador de filmes de monstros, catastrofes, etc, mas lembro-me de algures em meados do ano passado ter passado cá pelo teu blog e tu fazeres referencia a este filme, com um trailer (ou teaser, ou lá como se chama) e dei uma vista de olhos.
na descriçao que o acompanhava, fazias umas referencias ao lost (que eu detesto, nao gosto mesmo nada) e torci logo o nariz mas, mesmo assim, vi-o e fiquei com uma curiosidade enorme de ver o filme, até porque achei que os efeitos especiais (a parte da cabeça da estatua da liberdade a rolar) estariam muito bem feitos, ao contrario do que é costume, quando se percebe nitidamente que foi tudo feito em computador.

e fui vê-lo na semana passada.
muito bom mesmo. ja tinha ouvido dizer muito mal dele, que era mesmo uma mistura de blair witch (que vi e nao gostei lá muito) e de godzilla (que nunca vi).

e também ja ouvi pessoal a dizer muito mal do final, pior final de sempre num filme, etc.
sorri, ao imaginar que queriam todos um final feliz, todo cor-de-rosa, com o "heroi" a salvar tudo e todos e a dar um longo beijo à namorada no final...

o mais certo é haver sequela, pela forma como as coisas (nao) terminam.
mas nao sei ate que ponto isso será bom.
isso "estraga" tudo, geralmente.
o matrix, por exemplo.

só nao comi pipocas como um alarde, ora porra :(
nesse dia tinha ido arrancar um dente e entao foi a namorada, sozinha, a fazer as despesas da "casa" ehehehe

saudaçoes gloriosas ;)

p.s: fantastica a curta do tarantino, no post anterior! obrigado por dares a conhecer :) assim como, obrigado por teres posto aqui o tal trailer, no ano passado ;)

Nuno M. S. Aleixo disse...

Caro abidos, de facto temos que aceitar algumas liberdades criativas. O ataque nuclear era iminente, mas não chegamos a ter a certeza que ele foi lançado. Pelo menos o fim do filme não o mostra. De facto não sabemos sequer o que aconteceu ao monstro e nem aos protagonistas. Deprendemos que morreram... mas...

Abraço e obrigado pelo comentário!

Nuno M. S. Aleixo disse...

moondog antes de mais obrigado por ser visita assidua do meu estaminé, nós mantemos um blog um pouco por gozo pessoal, mas quando descobrimos que isso agrada a outros e até leva pessoas a ver certo filme não deixa de provocar uma sensação de reconhecimento ao trabalho que esta porra de manter um blog acarreta. Eheheh...

Quanto ao filme de facto quem não gostou do final, deve preferir os filmes em que o herói vence tudo e todos e ainda fica com o cavalo ( que geralmente é a protagonista do filme!) Enfim, ver um filme pipoqueiro e que ainda assim misture um pouco de "miolo" dado pelos argumentistas não é para todos! Quanto á sequela ou prequela de facto poderá correr o risco de estragar tudo. Conto com J.J. Abrams para que isso não aconteça!

Muito obrigado pela preferência e comente mais vezes!

Abraço!

Caio H. Nunes disse...

No final, só resta um ódio inflamavel pelo tempo perdido, que por mim foi sentido pela grande parte do publico, poucos não foram os que se aproveitaram do escuro para liberar sua frustração em palavras. O fim não resolve o filme, o desfecho não é interessante, a unica coisa boa mesmo é um pedaço do meio do filme, e aquela camera indestrutível.

Decepcionante 1/5

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